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WiMAX no Brasil

O futuro do WiMAX no Brasil ainda é incerto

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Há muitos anos o Brasil é considerado um mercado chave com grande potencial para o WiMAX. Isto é particularmente verdade devido ao fato de ter uma das maiores populações da América Latina, ou três quartos dos 192 milhões da região, em dezembro de 2007.

O Brasil também tem o terceiro GDP per capta, depois de Chile e México, de US$ 5,666, apesar de ter um dos níveis mais baixos de penetração de banda larga - 4,2% (fonte: ITU Indicators).

"No Brasil há 71 licenças de WiMAX/BWA cobrindo 121 municipalidades. Também há país mais de 45 milhões de residências e 5.565 municipalidades. Destas prefeituras, 97% tem menos de 170 mil habitantes. A maioria delas é provida por serviços Wi-Fi porque não há DLS ou infra-estrutura de cabo; no entanto, perto de 110 milhões de pessoas não têm acesso a nenhum tipo de serviço. Assim, existe uma grande oportunidade para novas licenças que garantam estes serviços no futuro e uma forte oportunidade para o WiMAX", comentou José Luiz Frauendorf, diretor do consórcío de operadoras de MMDS, a Neotec, numa entrevista com a Maravedis na semana passada.

O ambiente regulatório no Brasil se mantém desfavorável ao desenvolvimento de redes de WiMAX móvel, especialmente na banda de 2,5GHz. A Anatel, regulador de telecom do país, ainda reluta em permitir que os operadores de MDDS implementem redes de WiMAX, principalmente porque, em sua percepção, os operadores de 3G gastaram bilhões para obter licenças de espectro no começo deste ano.

No entanto, a intenção dos operadores de MMDS é apenas de oferecer serviços fixos, já que eles consideram a banda larga fixa a principal necessidade do Brasil hoje. "O que nós estamos fazendo não tem nada a ver com 3G", disse Frauendorf. "O serviço que nós vamos prover não é um serviço móvel. É um serviço fixo e nós não temos nenhuma intenção de oferecer mobilidade nos próximos três ou quatro anos. Tentamos convencer a Anatel que 3G e WiMAX são dois sistemas diferentes e um não competirá com o outro, mas, sim, se complementarão".

Numa entrevista com a TVA Brasil, uma das operadoras de MMDS que pertencem ao consórcio Neotec, Antonio Cesar Santos, gerente de projetos de WiMAX da TVA, comentou que tudo está pronto para seu lançamento comercial.

Os testes foram completados em projetos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre com diferentes vendors, incluindo-se Motorola, Samsung e Nortel. E os resultados foram bem sucedidos. "Estamos satisfeitos com a tecnologia e entendemos que ela está pronta", disse Santos. "Há dois anos, a Telefônica adquiriu 100% da plataforma de MMDS da TVA Brasil e, agora, estamos alinhando nossos projetos de WiMAX com os objetivos da Telefônica para prover banda larga e VoIP para pequenas e médias empresas e usuários residenciais nas áreas fora de São Paulo".

A expiração das licenças de espectro é outro grande desafio, já que as licenças de MMDS terminam em 2009. Alguns felizes operadores obtiveram a aprovação da Anatel para estender estas licenças por mais 15 anos num processo que se iniciou há três anos.

Outros não foram tão afortunados. Prevê-se que, ao final de 2012, a Anatel pedirá aos operadores de MMDS que cedam parte de seu espectro de 2,5GHz para o licenciamento de banda para redes 4G móveis. As intenções do órgão regulador não são claras, embora se considere este cenário descrito como possível.

Se a Anatel aprovar a implementação de redes WiMAX em 2,5GHz, é esperado que os operadores de MMDS iniciarão o lançamento de suas redes para oferecer acesso em banda larga e serviços de VoIP. Num estágio inicial, eles planejam suportar CPEs com entradas de VoIP, com ofertas que incluem dongles USB, notebooks e dispositivos com chipsets de WiMAX embarcados.

O futuro do WiMAX no Brasil ainda é incerto. Pode-se esperar que a Anatel não licencie nenhum espectro em 3,5GHz antes de meados de 2009, no mínimo. Todos estes problemas regulatórios criaram tremendos atrasos e limitaram a participação no mercado de vários players interessados.

Fonte: adnews
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